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| Os fenômenos ligados à globalização, dentre os quais os movimentos migratórios, conduzem pessoas de diferentes cultu ras e religiões a uma convivência próxima e fascinante, mas nem sempre livre de conflitos. Tal realidade, que é um fato cotidiano, desperta o interesse pelo diálogo. Como cristãos, podemos ler nisto uma chance que provoca a relegar a religião à esfera privada e aprofundar a própria identidade de fé. Aproximadamente 400 pessoas de 29 nacionalidades - jovens, adultos e famílias - participaram da Scalabrini-Fest de Primavera (1-3 de maio) realizada no Centro Internacional de Formação, em Solothurn (Suíça). O tema do encontro era: "O segredo do diálogo na encruzilhada entre religiões e culturas". Foi convado o Bispo de Basiléia, Dom Kurt Koch, Presidente da Conferência Episcopal Suíça. D. Koch além de ser teólogo de fama internacional é um especialista de diálogo ecumênico e inter-religioso, membro do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos e de várias comissões empenhadas neste campo. Das perguntas que os participantes lhe fizeram emergiram as contradições da sociedade atual: a contraposição entre relativismo e fundamentalismo, sincretismo religioso e rejeição da fé do outro antes mesmo de conhecê-la, secularismo e instrumentalização da religião com objetivos políticos. Dentro deste contexto o Bispo propôs o caminho de uma correta separação entre religião e poder político no compromisso civil dos cristãos, em vista de favorecer a reconciliação, sem esquecer a busca da justiça, mas acima de tudo um caminho de aprofundamento da nossa fé cristã que nos torna universalmente abertos a todos os homens no caminho do Cristo crucificado e ressuscitado. No Batismo e na Eucaristia recebemos o dom de um amor invencível e somos chamados a testemunhá-lo ao mundo. Durante o fim de semana houve uma intensa participação durante as Celebrações Eucarísticas presididas pelo Pe. Gabriele Bortolamai, Pe. Pino Cervini, ambos Missionários Scalabrinianos, e pelo Pe. Emeka Okite (nigeriano). Os participantes, entre os quais também migrantes e refugiados cristãos provenientes de países feridos pelos conflitos (Iraque, Eritréia, Nigéria, Congo, Síria, ex-Iugoslávia...), continuaram a busca durante a troca de experiências em grupos, no conhecimento de iniciativas de acolhida e no encontro direto com pessoas que tiveram que abandonar a sua terra. Os jovens exprimiram num concerto a abertura deles para com as belezas musicais e artísticas das diferentes culturas. È sobretudo aos jovens, futuro da Igreja e da sociedade, que é direcionado o caminho de formação dos Centros Internacionais a fim de contribuir à transformação da humanidade no único Corpo de Cristo, com a riqueza das diversidades de todos os povos. |
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